[Crítica] Castlevania - 4ª Temporada

[Crítica] Castlevania - 4ª Temporada

‌Vampiros, sangue, uma boa animação e uma dose de ação, essa foi a mistura feita pela Netflix que, em 2017, conquistou vários fãs para Castlevania, produção do streaming baseado na série de jogos. Quatro anos e três boas temporadas depois, a trama de Trevor Belmont, Sypha Belnades e Alucard enfim caminha para seu último ano numa maestria de eventos únicos que elevam a série animada ao seu auge, um feito que merece reconhecimento. 

‌Se as duas primeiras temporadas serviram como uma introdução bem feita para a narrativa em uma trama imponente que conquista em poucos episódios e o terceiro ano da animação funcionou como uma obra recheada de ação mas com pouca história e uma narrativa bagunçada, a nova temporada de Castlevania surge concentrada em corrigir erros e melhorar o que já era bom. O trabalho da direção precisa de Sam Deats e Amanda Sitareh B. somada ao roteiro construtor de Warren Ellis fazem desta facilmente a melhor temporada da série.

Nos dez capítulos finais, toda a trama recebe um foco especial no desenvolvimento pessoal de cada personagem, sem exceções, tanto novos, como Greta, Ratko e Varney, cuja funcionalidade cabe à narrativa atual sem a necessidade de um prolongamento maior, quanto recém chegados tal qual Saint. Germain em seu papel que oscila entre bem e mal, o perfeito anti-herói da história. Outros como Isaac, Hector, Carmilla, Lenore e suas irmãs são ramificações dentro de um todo que encantam em seus dilemas humanos e escolhas pessoais, nenhum se torna esquecível e cada um deixa sua marca na memória, complementos essenciais imersos num universo maior que os mesmos. 

E dentre esses, a jornada de Trevor, Sypha e Alucard obviamente predomina ante aos demais, o trio protagoniza pontos distintos na narrativa divididos pela trama que caminham de maneira concisa até seu encontro cordialmente aguardado, são verdadeiramente o ponto alto da produção incumbido de entregar momentos de pura excitação para o espectador. E são nesses exatos momentos que de fato conhecemos o ápice da animação trajado de cenas que vão do emocionante ao épico em instantes sem nunca pestanejar, resultando em eventos belíssimos aos olhos.

Se não por isso, a ação presente em tela, cujas temporadas anteriores já possuíam de grande riqueza, conseguem ser ainda melhores, da violência abrupta às sequencias de combate bem dirigidas, tais cenas se tornam a cereja do bolo na história, um verdadeiro deleite que abençoa esta como uma das melhores adaptações de jogos em todos os tempos. Em suma, trama se divide num desfecho belo, esperançoso, otimista e avassalador, o esplêndido absoluto que culmina em um encerramento mais que digno para Castlevania.

Nota: 4,5/5